Trata-se de um projeto independente de pesquisas e publicações, com o fim imediato de oferecer contribuições em todas as áreas da filosofia e teologia, mas com o fim último de louvar a Sabedoria em todas as suas faces.
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O Umbral da Filosofia
Trata-se uma tradução e adaptação do primeiro capítulo dos Umbrales de la Filosofía, do Pe. Álvaro Calderón.
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Lições Escolásticas, por Carlos Alberto
Nos últimos anos, graças ao trabalho de estudiosos como Carlos Alberto e Leandro Bezerra, a escolástica ganhou um espaço considerável entre os principais interesses dos estudantes de filosofia do Brasil; diga-se, entre aqueles estudantes que desejam conhecer o espírito por detrás das verdades teológicas. É possível afirmar que o Brasil tem certo privilégio, pois em poucos países do mundo encontram-se professores com a capacidade de lidar com o método e os temas da escolástica de uma forma tão ampla e, ao mesmo tempo, profunda. O presente documento não é senão um humilde trabalho de transcrição e adaptação da exposição do professor Carlos Alberto para o PapoSacro Cast, exposição que foi dividida em dois momentos, intitulada, por mim, de Lições Escolásticas. Ainda, o presente escrito não tem a pretensão de ser um documento acadêmico ou uma contribuição à alta especulação filosófica, mas um registro da exposição do professor Carlos Alberto destinado àqueles que possam se interessar. Deixo meus agradecimentos ao professor por tudo o que tem feito por seus alunos.
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Os Pressupostos Filosóficos da Retórica Realista: a antropologia da carência e a oposição à ontologia
Este artigo reconstrói os pressupostos filosóficos sobre os quais João Maurício Adeodato edifica sua retórica realista. Parte-se da tese de que toda filosofia repousa sobre uma concepção do ser humano e examina-se a escolha antropológica que situa Adeodato na linhagem de Hobbes, Arnold Gehlen e Hans Blumenberg. A partir da distinção entre o homem pleno e o homem carente [Mangelwesen], investiga-se o modo como a carência instintiva e o fechamento do ser humano na linguagem conduzem à oposição entre filosofias ontológicas e retóricas. Em seguida, são apresentados os três pressupostos da atitude realista, isto é, o caráter empírico, o emprego de tipos ideais e a antropologia não ontológica, bem como a concepção da realidade como produto do relato vencedor, submetido aos controles públicos da linguagem. Por fim, examina-se a aporia reconhecida pelo próprio Adeodato: embora a retórica realista se pretenda radicalmente não ontológica, toda predicação pressupõe o ser e, portanto, alguma ontologia mostra-se logicamente inevitável. O estudo possui caráter expositivo e sistematizador, reservando para trabalhos posteriores a avaliação crítica das consequências gnosiológicas e jurídicas dessas premissas.
